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Marcia Imperator: ‘O pornô me tirou da lama’

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A Musa do Brasil

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A eterna musa do Teste de Fidelidade está de volta a Brasileirinhas! Marcia Imperator conversou com o Blog da Brasileirinhas e revelou o que tem feito desde que se afastou do pornô. Em seu confortável apartamento na região central de São Paulo, um dos maiores sex symbols do país contou como foi descoberta pelo apresentador João Kleber e como se tornou a irresistível personagem do programa Teste de Fidelidade, na RedeTV.

Aos 43 anos, Marcia Imperator faz shows de strip-tease nas principais boates de São Paulo. “Ganhar dinheiro tirando a roupa aos 43 anos de idade não é para qualquer uma”, garante. Antes de gravar para a Brasileirinhas, Marcia contou que chegou escolher entre almoçar e jantar. “Na época em que gravei, a grana foi escandalosa. O pornô me tirou da lama, não me deixou eternamente rica, mas me colocou em outro patamar, onde me mantenho até hoje”, disse.

A força do nome combinado ao sobrenome do pai lhe pouparam o esforço de criar um nome artístico para trabalhar na TV e no pornô – Marcia Imperator é seu nome de batismo. Sem esconder sua real identidade, Marcia figurou capas das principais revistas masculinas, filmes pornô e também o imaginário dos homens que sonhavam em ser conquistados pela morena sedutora do programa do João Kleber.

Em seu quarto, uma caixa de camisinhas e um vibrador rosa ficam ao lado da enorme cama de casal cuidadosamente arrumada. Na varanda, a mulher de corpo escultural que aparecia seminua nas noites da RedeTV exibe os temperos orgânicos e as orquídeas que cultiva. Marcia revela que gosta de cuidar da casa, mas sempre procura aproveitar o tempo entre uma viagem e outra descansando no conforto do lar.

No site da Brasileirinhas, Marcia Imperator é uma das atrizes pornô mais procuradas e mais de 20 filmes pornô contam sua a performance. A musa do início dos anos 2000 nos recebeu e falou tudo – sem rodeios!

Confira a entrevista na íntegra:

 

Brasileirinhas Blog: Você participou do pornô quando muitos famosos começaram a gravar (Rita, Gretchen, Frota) e contribuiu para a indústria crescer muito no Brasil. Como foi participar desse meio?

Marcia Imperator: Foi tudo novidade! Televisão, revista, filme… foi tudo caindo no meu colo. E, claro, ninguém sonha em ser atriz pornô e esse não era meu sonho. Na época, eu tinha três filhas pequenas, não tinha dinheiro e, como todos sabem, TV paga uma merreca por gravação.  Quando eu saí do João Kleber, comecei a trabalhar com um assessor que me veio com essa proposta da Brasileirinhas.

Ele chegou com a ideia dos filmes pornô me falando de uma grana que eu nunca tinha visto na  vida e que, se não fosse por isso, eu nunca veria um montante daqueles nas minhas mãos. Aí então fui para Florianópolis, onde meus pais moram, e conversei com eles olho no olho. Meu pai é evangélico e me falou: “Filha, é melhor você fazer, pegar o seu dinheiro e parar de passar necessidade porque dar você vai dar do mesmo jeito, mas assim você estará ganhando o seu dinheiro”. Eu não esperava essa reação.

Ali foi o pontapé para eu tomar a decisão final. Se meus pais me falassem: “Não, você estará excluída da família, caso faça isso”, eu jamais faria, mas só pelo fato de ser mulher, a gente já é taxada como puta. Você pode ser virgem, mas se colocar um shortinho, é puta. Se você dá de graça, você é puta; se cobra, é puta, então, vamos ser puta e ganhar dinheiro. Meu pai estava certo.

“O que eu procurava fazer era não fingir orgasmo. Até dava uma pausa, procurava o meu orgasmo porque eu amo me masturbar e fazia tudo de verdade mesmo, afinal essa é a parte boa: gozar!”

Como foram os bastidores das gravações?

Assinar o contrato é uma coisa, mas estar no set de filmagem é outra. Então, foi difícil, dá um friozinho na barriga. Na hora do “vamô vê”, eu acabava tomando umas cachacinhas para me soltar. Eu sou uma pessoa que quando digo que vou fazer algo, eu faço e vou procurar fazer bem feito. Eu quero que falem o melhor de mim pelo meu trabalho e sempre ouço “seus filmes são os melhores”, “seus shows são maravilhosos”.

O que eu procurava fazer era não fingir orgasmo. Eu até dava uma pausa, procurava o meu orgasmo porque eu amo me masturbar e fazia tudo de verdade mesmo, afinal essa é a parte boa: gozar!

A pornografia já era presente na sua vida antes de resolver gravar?

Não, raramente assistia. Geralmente quando ia pro motel com algum gatinho. Até hoje eu não tenho o hábito de ficar assistindo filme. Quando a gente já fez então, assistir perde a graça, o glamour. Nas minhas filmagens, eu estava de quatro, a câmera focando na penetração e eu estava tomando água no canudinho. Não tem como parar a cena para beber água, então a gente acaba sabendo como tudo funciona.

Como surgiu o convite para participar do Teste de Fidelidade, com o João Kleber?

Fui até a RedeTV para participar das primeiras fileiras da plateia do programa Superpop, da Luciana Gimenez. Quando chegamos lá, fomos informados que o programa gravado tinha sido cancelado e teríamos que ficar até à noite para fazer o ao vivo. Decidi ir embora com uma amiga. Nos corredores da RedeTV, ela encontrou um amigo que me olhou dos pés a cabeça. Naquela época eu tinha um cabelão natural preto e longo, mas era magrelinha, nem bunda tinha direito e já tinha minhas três filhas. Ele pediu meu telefone… Pensei: Se eu não der, posso perder algo legal, se eu der, esse cara pode me encher o saco. Apostei que daria em alguma coisa e não é que deu mesmo!

Uns meses depois, o pessoal do João Kleber me ligou para gravar o “Flagrante”, que era um quadro menor. Quando eu cheguei na RedeTV para fazer cabelo e maquiagem, uma mulher entrou no camarim e disse: “Quem aí é a Marcia Imperator?” Eu disse: “Sou eu”. E ela me informou que eu gravaria o Teste de Fidelidade. Nunca tinha gravado, mas aceitei.

A produção me avisou que tinha beijo na boca, mas eu não tinha namorado. Tinha que ficar de calcinha e sutiã, mas eu nem tinha celulite na bunda. Topei! Na mesma hora trocaram minha maquiagem, meu cabelo e saí de lá parecendo uma princesa. Veio outra equipe para cuidar de mim. Me lembro de ter ficado muito nervosa porque a Vânia, falecida esposa do João Kleber, que era a diretora do programa, tinha fama de ser muito rígida. Quando cheguei até o local da gravação, a ela me olhou e disse: “Essa é a mulher!!”  E eu dei o melhor de mim do começo ao fim.

Como era trabalhar com o João Kleber?

Ele me ajudou a fazer o nome Marcia Imperator que, por sinal, é verdadeiro, é o meu nome de batismo. O Imperator é o sobrenome do meu pai que carrego na vida profissional e pessoal. O João nunca levantou a voz pra mim e nunca falou mal do meu trabalho. Agradeço muito a ele e a Vânia. Eu não tenho nada de negativo para falar sobre o João Kleber. Até hoje quando encontro com ele, falo “oi patrãozinho”, a gente brinca e tira foto. Ele é um querido.

“Tem gente que pergunta se eu me envergonho do meu passado e eu sempre digo: ‘Se você não quer ter passado morra ao nascer’.”

Como as suas filhas encaram a sua decisão de participar de um filme pornô com a Brasileirinhas? 

Minhas filhas eram pequenas. Foi uma conversa limpa, franca, olho no olho e falei que gravaria para ajudar na educação delas. O pai das minhas filhas nunca deu nada, nem um centavo. Tem gente que pergunta se eu me envergonho do meu passado e eu sempre digo: Se você não quer ter passado morra ao nascer. E olha que o passado de muita gente é muito pior que o meu e vem querer me julgar, me poupe! Beijo no ombro. Na época, as vizinhas da minha mãe que tinham filhas pequenas começaram a falar: Nossa, está criando três putinhas! A mãe é puta, as filhas também são putas. Amanhã estão por aí cheias de filhos.

Hoje minhas filhas estão com 28, 26 e 24 anos e ainda não sou avó. Elas são filhas de mãe solteira que fez filme pornô e faz show de strip-tease até hoje. Se você não pode fazer o bem, não procure fazer o mal. Isso é muito feio. O ser humano não se olha no espelho – tem gente que deveria ter todas as paredes de casa com espelho e ainda assim não funcionaria. Eu aperto o botão do foda-se e isso eu aprendi com a Vânia, falecida esposa do João Kleber. Ela me ensinou a não perder tempo com esse tipo de coisa.

“Eu faço show de strip-tease e não é porque estou dentro de uma boate em cima do palco que o cara pode chegar tacando a mão na minha bunda.”

Como você lida com o assédio dos homens? 

Depois do show, eles sempre pedem para tirar foto, a gente acaba conversando e, de repente, a pessoa vem com piadinhas de mal gosto… Eu não penso muito para descer do salto, não. Não é porque eu fiz filme pornô, capa de revista nua, Teste de Fidelidade que vou aceitar esse tipo de tratamento, esse desrespeito.

Da mesma forma é o comportamento masculino no Instagram. Por exemplo, eu posto uma foto sempre vem alguém e comenta “essa aí fode”. Será que sou só eu que faço sexo na terra? A mãe dessa pessoa também faz. Todos fazemos!

Algum homem já faltou com respeito? Como você reagiu? 

Eu faço show de strip-tease e não é porque estou dentro de uma boate em cima do palco que o cara pode chegar tacando a mão na minha bunda. Se o cara passa a mão a minha bunda, eu enfio a mão na cara dele na mesma hora. Sem dó. Tem muito cara que pede foto, mas desce a mão pra minha bunda… Eu dou uma chance, se fizer de novo, enfio a mão na cara.

Não necessariamente quem faz (ou fez) filme pornô é puta ou faz programa e não importa o que faz da vida, o respeito é fundamental.

“Até hoje recebo mensagens de homens perguntando quando sai o meu próximo filme. Digo: ‘Gente, parei de gravar em 2007’.”

Hoje em dia, como você vê o pornô nacional?

Para mim, não interessa se a pessoa bonita ou feia, ela só deve fazer um bom trabalho. Se não consegue ter orgasmo em cena, não finja porque fica feio. Até hoje recebo mensagens de homens perguntando quando sai o meu próximo filme. Digo: “Gente, parei de gravar em 2007”. Fiz em um momento que precisava da grana, mas fiz um bom trabalho como tudo que me proponho a fazer e sou lembrada até hoje.

Você voltaria a gravar?

Sim, gravaria! Mas só se a grana fosse muito escandalosa! Na época em que gravei, a grana foi escandalosa porque eu não tinha nem o que comer. O pornô me tirou da lama, mas não me deixou eternamente rica. Me ensinou que a vida não é você fazer o que as pessoas querem, na hora que elas querem e como elas querem. Eu comando a minha vida – e ninguém mais. Se eu quiser dar de graça, eu vou dar. Se eu quiser cobrar, vou cobrar.

Como é para você, depois de já ter saído do pornô, ainda estar no imaginário dos homens?

É bom. Eu só acho ridículo quando o homem chega e diz que já bateu várias pra mim. Isso é nojento. Se ele já me abordou falando que é meu fã, pressupõe-se que ele se masturbe pensando em mim, mas eu não preciso saber disso dessa forma. É baixo e mal-educado.

E outra coisa, o que eu recebo de foto de pau no meu Instagram… é um pior que o outro. O cara para me ganhar pode chegar com uma conversa agradável, fala que é meu fã, adoro reconhecimento – todos nós gostamos – mas não se aproxime com essas vulgaridades. É uma péssima abordagem. Eu não fico mandando foto da minha buceta para os caras bonitões do Instagram. Não faz sentido. Eu pensava que os caras não me respeitavam porque eu havia feito os filmes, mas já vi esse comportamento com mulheres que nunca fizeram nada do tipo. Quem já percebeu que eu não estou aqui pra palhaçada, me trata muito bem nas redes sociais e eu gosto muito. É preciso saber se expressar carinhosamente e com respeito.

Como foi contracenar com o Kid Bengala no filme “Fome de Sexo”?

Gravar com o Kid foi mais fácil do que gravar com um pênis normal duro. O pau do Kid, devido ao tamanho, não fica completamente duro e acaba sendo mais fácil, mais confortável. O Kid Bengala é um fofo, um querido. Nunca me desrespeitou, sempre brincava comigo na Brasileirinhas. “Meu sonho é gravar com você. Eu quero muito te pegar, Marcia”, ele dizia. Até o dia em que aceitei gravar uma cena com ele e foi tudo normal.

“Nossa, ela deve tá toda arregaçada porque deu pro Kid”, dizem. Cara, eu já dei pra pau maior do que o do Kid Bengala e nem por isso estou “arregaçada”, como dizem. O pau que entrar na minha buceta, entra apertadinho, gostosinho. (risos)

Como foi para você lidar com a fama no auge de sua carreira como atriz pornô? 

Até hoje eu não me sinto famosa. Eu sou uma pessoa tão simples, não saio montada o tempo todo, saio de chinelo na rua, cabelo zoado. Eu digo que sou conhecida porque quando chego nos lugares percebo olhares, alguém me aborda.

Me lembro de uma situação muito interessante que aconteceu dentro Olympia, uma antiga casa da show na Barra Funda, em São Paulo. Eu estava lá curtindo o show do Roberto Carlos quando senti uma mão no meu ombro, olhei e era uma senhora muito elegante, cheia de joias e me falou: “Você é a Marcia Imperator, não é?”. Respondi que sim, já pensando que ela iria falar que ali não era lugar pra mim, mas pra minha surpresa, ela me pediu uma foto e falou que o neto dela chegava toda terça-feira atrasado na escola pra me ver na segunda à noite no Teste de Fidelidade. Achei incrível!

E você foi muito criticada na época em que seus filmes pornô foram lançados pela Brasileirinhas? 

Na rua, as pessoas nunca me distrataram. Na época existia o Orkut, mas não era assim como é hoje. Hoje as pessoas estão muito mais depravadas e mal educadas nas redes. O ser humano está regredindo, ao invés de evoluir para o bem. As pessoas que me viam e tinham um carinho por mim, pediam foto e tal. As pessoas que não tinham tanta intimidade com o meu trabalho viravam as costas e saiam. Nunca recebi nenhuma crítica na rua, tipo gritos de “ai sua puta”, mas se falar, vai ouvir. Quem fala o que quer acaba ouvindo o que não quer, não é mesmo?

“Comecei a fazer show depois que fiz os filmes, faço show até hoje e ganho muito bem. E ganhar dinheiro tirando a roupa aos 43 anos, não é pra qualquer uma.”

No que o pornô te ajudou em aspectos financeiros?

Tenho minha casa em Florianópolis, que comprei com o dinheiro dos meus filmes. Ajudei muito meus pais, minhas filhas moravam com eles então sempre mandava dinheiro para lá. Abri uma loja de roupas para minha mãe que faliu anos depois porque ela não soube administrar, mas eu dei. Comprei meu carro, parei de passar fome porque eu cheguei a passar fome sim – não me envergonho. Roupas e calçados que eu ganhava dos outros, passei a comprar dos melhores. Tive esse prazer, esse luxo de entrar em uma loja e escolher o que eu quero e posso pagar.

Eu só fiz os filme por causa do dinheiro. Os filmes foram tudo pra mim – e me colocaram em outro patamar onde eu me mantenho até hoje. Tem muita mulher que ganhou uma grana com pornô e hoje não tem nada. Se você não tiver cabeça e não tiver pessoas que te ajudem, você pode se perder nesse mundo. Comecei a fazer show depois que fiz os filmes, faço show até hoje e ganho muito bem. Ganhar dinheiro tirando a roupa aos 43 anos, não é pra qualquer uma.

“As pessoas que dizem que o pornô trouxe coisas ruins são pessoas que não sabem conduzir a própria vida.”

O pornô te atrapalhou em algum aspecto?

Não, nada. Onde quer que vá, sou muito bem recebida. Qualquer balada me recebe bem e entro livremente no camarote, tudo VIP. Nunca fui escrachada em lugar nenhum. As pessoas que dizem que o pornô trouxe coisas ruins são pessoas que não sabem conduzir a própria vida.

Veja, se eu entrar de shortinho curto e top em um restaurante chique, eu não serei bem vista. Tudo tem hora e lugar. A gente precisa aprender a se portar e se impor também. Se você não sabe disso, qualquer trabalho terá todos esses problemas. Não é pornô, é a sua falta de educação e volto a persistir no mesmo assunto de sempre: foder todo mundo fode, porra! Só que quem fez filme pornô é rotulado. A diferença entre ator e atriz pornô e casais normais é o dinheiro do cachê e a câmera filmando.

Você lida bem com com seu corpo e sua idade?

Postei uma foto esses dias atrás e um cara comentou: “Nossa, a idade tá chegando pra você, ein”. E eu respondi: “Graças a Deus que a idade está chegando pra mim. É sinal que estou viva”.

A gente envelhece, eu não sou eterna, daqui pra frente será cada vez mais rugas e foda-se, eu quero estar viva para ver isso acontecer comigo. Tenho celulite sim, assim como a Anitta assumiu as dela, eu assumo as minhas. Tenho um pouco de flacidez sim. Quem não tem é porque está tomando bomba, morrendo na academia, passando vontade de comer coisas gostosas e tudo mais. Eu vou para academia quando me dá vontade, treino, amo me cuidar, mas confesso que não sou escrava do meu corpo.  Adoro sair pra jantar. Se eu tiver que entrar em uma dieta, entro, mas não tenho vontade de ser totalmente fitness.

“A gente precisa aprender a se portar e se impor também. Não é pornô, é a falta de educação das pessoas e volto a persistir no mesmo assunto de sempre: foder todo mundo fode, porra!”

Você acredita que a sociedade – mesmo em 2017 – ainda é hipócrita quando o assunto é sexo?

Sim, muito. E o que mais me dá raiva é que a pessoa que assiste, se masturba, goza horrores e depois vem falar mal. É muita hipocrisia. Se você sabe que eu fiz pornô é porque você assiste. Simples assim. Ou então, as pessoas que criticam gostariam de estar no meu lugar ganhando dinheiro e fazendo sexo.

Ao mesmo tempo, já ouvi de muita mulher: “Quando crescer, quero ser como você. Dá um pouquinho desse mel”. É triste saber que tem mulher que não sabe se tocar, não consegue gozar. Na cabeceira da minha cama tem um vibrador, não preciso de um macho em cima de mim, se eu quiser gozar, eu gozo agora aqui no meu sofá. Atualmente, pra eu sair com um cara, eu tenho que querer muito porque se acontecer algo errado, eu vou me arrepender depois.

O que seria algo errado?

Muitas vezes o cara não é o que aparenta. Diz ser o garanhão, o machão, mas na cama é frouxo. Alguns caras não se preocupam em beijar direito, querem morder. O cara começa a te chupar e, do nada, morde o teu grelo… ou começa a beijar as laterais da vagina! Tem que chupar o grelo, ali que é bom, ali que dá tesão, fica ali.

E também tem os caras que tem nojinho de buceta, né? Chega pra chupar na má vontade, com a pontinha da língua pra fora e só. Eles sempre querem a buceta depiladinha, mas o pau está peludo, fedido. Fica limpinho, toma um banho, aprende as preliminares, aí então você chama alguém pra sair.

“Na época, o sexo era virar de ladinho pra ele transar e dormir. Eu não sabia o que era orgasmo nem nada. Eu não tinha pra onde ir e tive que suportar isso durante um tempo.”

Você se casou aos 14 anos. Como foi essa fase da sua vida e como foi iniciar sua vida sexual tão jovem?

Eu sai de casa muito cedo e desde muito cedo trabalhei na lavoura com os meus pais. E, naquela época, não era errado bater em filho, então fomos criados na base da porrada. Meus pais sempre foram muito rígidos e eu nunca aceitei apanhar por algo que eu não fiz e eu acabei apanhando muito sem merecer.

O pai das minhas filhas me viu apanhando e me chamou pra ir embora com ele. Na hora, eu aceitei sem nem imaginar que ele estava me tirando dos meus pais pra eu ser a esposa dele. Eu tinha 14 anos e pensei que fosse trabalhar em outro lugar e tal, mas quando cheguei na casa dos pais dele vi que era um casamento. Na época, o sexo era virar de ladinho pra ele transar e dormir. Eu não sabia o que era orgasmo nem nada. Eu não tinha pra onde ir e tive que suportar isso durante um tempo.

E quando foi que você colocou um ponto final nisso?

A primeira vez que a gente brigou na frente das meninas, eu peguei as minhas coisas e sai da casa dele. Deixei minhas filhas porque eu só tinha 50 reais e depois voltei para buscá-las. Essa parte da minha vida me deixou muito forte. Isso tudo me ensinou a mandar se foder quem merece e dar carinho pra quem merece. Tem gente que não merece nosso carinho, mas ainda acredito no ser humano.

Como você passou essa questão do sexo para suas filhas? O diálogo sempre foi aberto?

Foi muito fácil e o diálogo sempre foi muito aberto. Eu conversava com elas e eu falava que sexo era muito bom, mas tem que saber com quem fazer e a hora que você quer fazer, não é a hora que o cara quer! Quando minha filha me falou que transou pela primeira vez, eu peguei uma caixa de camisinhas e deixei em casa. Fomos até o ginecologista, ela fez todos os exames e pronto. Começou a tomar anticoncepcional e usar camisinha… tanto que até hoje não sou avó. (risos)

Minhas filhas são muito bem resolvidas sexualmente. A caçula mora na Austrália e dá aula de Pilates e as outras duas moram em São Paulo – todas com a vida muito bem organizada, nos falamos sempre.

Tem vontade de ser avó?

Tenho muito, mas espero a hora das minhas filhas.

Como foi ter outros relacionamentos após se distanciar da indústria pornográfica? Os homens não ficam intimidados?

Foi difícil. No começo é tudo maravilhoso, mas depois começa “eu não queria que você fizesse isso, aquilo” e vai tentando me podar. Aí eu sempre paro e penso: “Poxa, mas até agora meu show era lindo, eu era maravilhosa e agora não tá mais tão bom assim”.

Acho que quando começa a paixão mesmo, o ciúme aparece. Mas é o meu trabalho, afinal de contas já me conheceu assim. Eu não vou passar necessidade por causa de um beijo na boca, de um pinto, pelo contrário, eu quero que pinto me dê dinheiro. (risos) E continuo fazendo meus shows como sempre.

“O conceito sexo está muito parecido para homens e mulheres tanto que hoje vemos muitas casas de swing, o que não existia antigamente. Hoje em dia é toma lá da cá.”

Você acredita que o comportamento sexual da mulher mudou ao longo dos anos? 

Mudou completamente. Hoje tem mulher que sabe o que quer da vida. Antes, elas era muito submissas. O marido podia viver no puteiro, mas se ela traísse, morria. O conceito sexo está muito parecido para homens e mulheres tanto que hoje vemos muitas casas de swing, o que não existia antigamente.

Hoje em dia é toma lá da cá. Dia atrás estava conversando com meu ex-namorado e falei que queria fazer uma brincadeira com dois homens e ele disse que não aguentaria me ver com outro na cama. Como assim? Ele me conheceu porque era fã dos meus filmes, foi ver meu show, nos apaixonamos e agora não pode ver com outro na cama. Qual o problema? É muito “eu posso”, mas você não. Isso não funciona comigo.

 

Rapidinha com Marcia Imperator

Noite perfeita: Com carinho e respeito.

Sexo perfeito: Tem que estar bom para os dois.

Fantasia sexual: Dupla penetração. Já fiz, mas quero repetir a dose.

Pau perfeito: O do meu ex.

Decepção na cama: Não posso citar nomes, mas tem um famoso aí que na cama não dá conta do recado. É um homem lindo, maravilhoso mas fraquinho… (risos)

Sexo anal: É muito bom quando a mulher quer. E é preciso estar preparada para isso, ou seja, limpa.

Sexo oral: Fundamental – mais importante do que a metida.

Para conquistar a Marcia Imperator precisa: Antes de tudo, ser muito galanteador, simpático, querido. Não precisa ser bombado. Pode ser barrigudinho, baixinho, o jeito que for, eu não ligo pro físico, mas precisa ter classe e saber me tratar. E, claro, me levar pra jantar, pro motel, é muito bom receber esse carinho. Muitos fãs me mandam mimos, presentes e eu gosto muito.

O que você não admite: Mentira e atraso.

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Conheça John Bobbitt, o cara que teve o pênis amputado e fez pornô após reimplante

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A história real que mais parece ter saído de um filme macabro. John Bobbit tinha apenas 26 anos de idade quando se viu sem o pênis. Isso mesmo! E pior: sua esposa era responsável por isso. Bobbit se tornou uma lenda viva e movimentou o noticiário gringo do início dos anos 90.

A imprensa americana relata que Lorena Bobbit arrancou o pênis do marido depois de sofrer um estupro marital, que acontece dentro do casamento. Segundo relatos de jornais da época, Lorena disse, na delegacia, que seu marido era egoísta na cama: “Ele sempre quer ter orgasmo e não espera que eu tenha orgasmo”.

Bobbit dormia quanto teve seu pênis arrancado a golpes de faca. No hospital, ainda assustado com tudo o que havia acontecido, ele perguntou ao médico se seria possível reimplantar o membro, mas para sua surpresa, acabou descobrindo que a polícia não tinha encontrado seu pênis no local do crime.

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A tragédia grega foi amplamente coberta pela imprensa gringa e, em pouco tempo, John e Lorena Bobbit haviam se tornado assunto em qualquer lugar dos Estados Unidos. O pênis de Bobbit foi encontrado em um terreno baldio perto do local onde o casal morava e, por sorte, foi possível reimplantá-lo.

O julgamento do caso foi transmitido em tempo real pelas TVs do país. John tinha apenas 26 anos quando teve seu pênis decepado. O júri popular do caso acabou inocentando John por 10 votos a 2 da acusação de estupro marital, mas Lorena se tornou símbolo na luta das mulheres contra o estupro. Ela também foi inocentada e logo os noticiários arrumaram outros escândalos para cobrir.

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De amputado a astro do pornô internacional

Depois do sucesso da cirurgia de reimplante peniano e a inocência selada pelo Tribunal do Júri, John Bobbit queria ganhar dinheiro e contratou a agente La Toya Jackson, irmã de Michel Jackson, para permanecer na mídia a qualquer custo e, claro, lucrar com isso.

Não demorou muito para surgir a chance: protagonizar um filme pornô. John se tornou um dos atores pornô mais conhecidos da indústria, embora seu desempenho em cena não fosse dos melhores. O filme chamado John Waine Bobbit: UnCut, da produtora Leisure Time Entertainment demora a revelar o membro reimplantado de John e o que ocorre a seguir é sexo, sem muitas acrobacias. A produção, no entanto, se tornou uma das mais vistas do mundo.

Desde a operação, John afirmou à imprensa americana ter ido para cama com mais de 70 mulheres e diz que Lorena é um caso superado em sua vida.

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Gringos encheram a hashtag #sextou de putaria no Instagram

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Internautas gringos ao redor do mundo descobriram uma das hashtags mais queridas dos brasileiros, a #sextou, mas o problema é que eles entenderam tudo errado. Desde a última terça-feira, a #sextou vem recebendo uma enxurrada de nudes (isso mesmo!), além de vídeos com conteúdo explícito. Os conteúdos vem sendo banidos diariamente pelo Instagram e a hashtag chegou até a ser limitada pela rede.

Aparentemente, os gringos que estão usando a #sextou acham que, na realidade, ela quer dizer #sex to u (sex to you: sexo para você, em tradução livre) e, desde então, quem clicar na #sextou pode se deparar com bela quantidade de conteúdo erótico.

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Há poucos meses atrás, a Brasileirinhas teve sua conta oficial na rede social deletada por, segundo o Instagram, publicar material sexualmente sugestivo – no entanto, a conta não continha nenhum tipo de conteúdo comparado ao que, atualmente, consta na #sextou do Instagram.

Os gringos, pelo menos, nos ensinaram uma significado diferente bastante interessante para a palavra #sextou. Confira alguns comentários no Twitter:

Teve gente que não gostou muito…

Instagram pegou pesado…

Será que alguém abriu a hashtag no trabalho?

Bora #sextar?

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Rita Cadillac estreia peça de teatro e fica nua no palco

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Rita Cadillac

A eterna chacrete Rita Cadillac estreou no mês agosto a peça de teatro Luz Del Fuego, no teatro Jaraguá, em São Paulo. Na peça, Rita interpreta a bailarina Luz Del Fuego e fica nua no palco. Aos 64 anos, a atriz esbanja sensualidade e vive no imaginário de seus fãs da época do Programa do Chacrinha.

Rita, que já participou de filmes como Carandiru e fez participações em diversas novelas, é atriz e também já atuou em filmes pornô da Brasileirinhas no início dos anos 2000. Considerada uma das principais assistentes de palco do Programa do Chacrinha, Rita ficou famosa pelo rebolado e por ter um dos bumbuns mais perfeitos dos anos 80.

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Em um dos bastidores dos filmes pornô que participou, Rita afirmou que sempre “levou fama, sem deitar na cama” e que, daquela vez, tinha decidido “deitar na cama” fazendo referência às cenas de sexo explícito que gravou. A peça com Rita Cadillac no papel principal questiona temas relacionados a liberdade, sexo e temas políticos.

Luz Del Fuego ainda tem a atriz Elisa Romero no elenco, direção de Maciel Silva e as apresentações acontecem aos sábados e domingos. A peça fica em cartaz até outubro.

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